quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Cadu pergunta: Magno Brazolino, jornalista e candidato a vereador de Porciúncula


Carreira:

Cadu: O que te motivou a ser jornalista?

Maguinho: Desde muito jovem, sempre me interessei por programas jornalísticos, documentários e matérias esportivas. Admirava o trabalho dos repórteres e fui descobrindo, aos poucos, que era essa a minha vocação.

Cadu: Quais são suas influências?

Maguinho: Gosto muito do trabalho do Pedro Bial. Outro que admiro é o André Trigueiro, pela ênfase ao tema da sustentabilidade.

Cadu: Em algum momento você pensou em desistir da carreira?

Maguinho: Nunca desisti. Mas depois de trabalhar em jornais no Rio e, depois, como correspondente em Belo Horizonte, vi a minha possibilidade de crescimento na carreira engolida por uma crise econômica, que me custou o emprego. Fiquei desmotivado, pois era considerado o melhor correspondente do jornal e isso não foi suficiente. Assim, acabei buscando outras áreas, estudando para concursos públicos, até que consegui ingressar como servidor efetivo do Poder Judiciário de Minas Gerais, onde estou até hoje.

Política:

Cadu: Quem é o Maguinho, candidato?

Maguinho: Sou um porciunculense apaixonado por Porciúncula, que se preparou para ser vereador e tem um desejo muito forte de ajudar a transformar o município em um lugar melhor para todos.

Cadu: Caso você realmente se candidate, o que o eleitor pode esperar de você se for eleito?

Maguinho: Pode esperar uma atuação transparente, com prestação de contas das ações. Pode esperar um vereador presente nos bairros, nos distritos e na zona rural, sempre atento às demandas da população, fiscalizando as ações do Poder Executivo e sendo seu parceiro na busca da melhoria da qualidade de vida do nosso povo.

Cadu: Em quanto tempo você acha que será possível implantar suas propostas de trabalho?

Maguinho: Difícil estipular um tempo para que as ideias realmente sejam colocadas em prática, uma vez que dependem de outros fatores. Mas, como não são ideias mirabolantes apenas para seduzir os eleitores, há viabilidade de execução ao longo do mandato legislativo.

Cadu: Por que a sua proposta de trabalho é tão importante a ponto de o eleitor confiar, acreditar, votar e eleger você?

Maguinho: As propostas que apresento aos eleitores foram pautadas nas necessidades que pude identificar no nosso município. Além disso, muito contribuíram para a sua formulação as sugestões que recebi ao longo dos anos em que venho me preparando para ser vereador. Não há fantasia. Não há promessa, mas sim compromisso. E é dessa forma que pretendo trabalhar, sempre aberto ao diálogo, com foco nos interesses da coletividade.

Acompanhe o Maguinho em suas redes sociais: Facebook | Instagram

Maguinho, muito obrigado pela amizade e cordialidade ao nos conceder seu tempo para que conheçamos melhor você e o seu trabalho. Não restam dúvidas de que você é um excelente profissional, fora a pessoa maravilhosa e homem de caráter e boa índole. Sendo assim, confirmo meu voto de confiança em você na próxima eleição e torço muito pelo seu sucesso pessoal, profissional e político.

terça-feira, 28 de julho de 2020

Sensacionalismo e politicagem. Um prefeito com fiscais de meia tigela ou um jornalismo banguela?



É ano de eleição e apesar de tentar me isentar de qualquer colocação que favoreça de alguma forma ao candidato “x” ou “y” não posso permanecer calado diante de uma pseudo-reportagem absurda como a que foi postada no Facebook ontem, dia 27 de julho de 2020.

A reportagem foi postada na página do “jornalista” Jonas de Paula, onde o profissional (?) faz alegações sem o menor embasamento e totalmente caluniosas referentes ao atual prefeito de Porciúncula, Léo Coutinho.

Nos instantes iniciais do vídeo postado, Jonas afirma que fiscais de saúde invadiram as casas de moradores a fim de multar os munícipes. Não satisfeito com isso, Jonas alega que a cidade virou “terra de ninguém”, aonde o prefeito promove retaliações de forma ditatorial. Ainda no início do vídeo – um minuto e trinta e oito segundos do vídeo mais precisamente – ele diz que gostaria que o prefeito mandasse os ficais invadirem sua residência e declara: “eu queria que o prefeito mandasse invadir a minha casa esses fiscais, que eu ia surrar esses fiscais de porrada! Eu ia arrebentar eles na porrada!”

A primeira coisa que me passou pela cabeça ao ouvir essas falas foi indignação, por ver um profissional que se diz bem informado incitar gratuitamente a violência assim. Provocar e ainda ameaçar os fiscais que, assim como o prefeito, estão ali trabalhando para zelarem pela saúde e segurança dos munícipes incluindo o jornalista e seus entes queridos.

A segunda coisa que me ocorreu foi uma indagação que até agora não sei responder. Geralmente nesses casos os fiscais solicitam permissão para entrar nas residências. No momento atual certamente essa solicitação seria feita para certificarem-se de que aquele ambiente e todos que ali habitam estão seguindo as recomendações do ministério de saúde, prevenindo a proliferação do covid-19. Já que Jonas detém tantas informações, é fato que ele e sua residência estão dentro do solicitado pelos profissionais da saúde. Sendo assim qual seria o motivo para que ele se recusasse a permitir que os fiscais averiguassem sua casa? Quem não deve não teme e já que ele se diz tão correto, por que não deixaria que os fiscais trabalhassem e o utilizem como exemplo positivo ao falar da pandemia? Um influenciador, como os jornalistas devem servir de exemplo para seus expectadores, seguidores e admiradores e o jornalista o fez incitando a violência. Lamentável!

Prosseguindo – acabamos de chegar aos DOIS MINUTOS do vídeo – Jonas arruma uma bagunça ao falar de Porciúncula e as atitudes do prefeito de Varre-Sai, alegando que Italva não tem prefeito. Não, não tem erro algum de digitação. Você também não é disléxico, ao assistir ao vídeo percebe-se que Jonas não tem a menor noção geográfica, ou simplesmente não sabe que Porciúncula, Varre-Sai e Italva são três municípios distintos, com prefeituras e câmaras de vereadores distintas. O que prova total falta de prepara, base, pesquisa e verdade nas informações nos mais de CEM MINUTOS de vídeo – é muita vontade de aparecer ou falta do que fazer na quarentena? Eu sinceramente não sei.

Jonas não para por aí, ele insulta o prefeito e coloca em dúvida sua capacidade para governar a cidade – Porciúncula – questionando suas ações e denegrindo a imagem dos fiscais chamando-os de fiscais de meia tigela, o que deixa claro que além de informações ele não tem o menor respeito ao próximo. Como se não fosse o bastante, ele afirma que SABE que o prefeito e o secretário de saúde têm um “esquema” para prender os outros que os denunciam e dirige-se ao prefeito: “Qualquer coisa que me acontecer o senhor e o seu secretário de saúde serão os responsáveis. Vocês não acham que a gente não sabe da treta que vocês armaram há um tempo aí não né?!”.

Gente, toda ação tem uma reação, todo ato gera consequências, aí o jornalista vai pra página dele no Facebook e alega que se alguma coisa acontecer com ele é culpa de outra pessoa. Que atitude covarde é essa? Não basta aparecer jogando um monte de inverdades para os eleitores por mera politicagem barata e cheia de veneno, ainda tem que correr e mostrar que o verdadeiro borra botas como dito no vídeo é aquele que está lá se passando como corajoso por dar a cara para bater numa reportagem vergonhosa, cheia de mentiras, calúnias e até criminosa? Definitivamente, recusei-me a assistir até o fim, fui vomitar após o pouco que vi e vim deixar claro que; covardia a meu ver é utilizar da falta de informação de pessoas com carência para obtê-las para enganar descaradamente e criminosamente sem o menor pudor.

Declaro aqui minha admiração ao verdadeiro jornalismo, sou fã do Carlos Massa – Ratinho – e do ídolo dele também, o falecido Luiz Carlos Alborghetti – me parece que Jonas tentou imitá-los de forma frustrada e com uma reportagem sem nenhuma pesquisa, sem nenhum preparo e completamente partidária. Admiro a coragem do jornalista, porque é preciso ser quase um herói para falar tanta besteira nas redes sociais sem o menor fundamento e ainda mostrar a cara, sendo assim, vamos considerar que ele não foi TÃO covarde assim. Na verdade, para pessoas esclarecidas e com o mínimo de informação a reportagem postada na página do jornalista foi de nojenta e vergonhosa a tragicômica do estilo rir pra não chorar se esse for o futuro do nosso jornalismo.

Deixo aqui o espaço aberto para que o jornalista prove tudo o que afirmou em sua reportagem, inclusive se quiser ofender ou desrespeitar mais alguém as porta estão abertas, eu não vou “surrar ninguém na porrada” como você disse que faria com os trabalhadores que cumprem com dignidade a missão de zelar pelo seu bem estar, meu e de nossos entes queridos, dos meus conterrâneos e até visitantes de Porciúncula. E Jonas, se alguma coisa me acontecer o responsável serei eu, que dei a minha opinião em um país livre, em que liberdade de expressão existe, mas respeito também, embora você não pareça saber.

Abraços, amigos leitores espero voltar com assuntos mais proveitosos e menos nojentos na próxima publicação.

Fiquem em casa, cuidem-se e daqueles que vocês amam. Caso um fiscal de saúde deseje entrar para ver se está tudo conforme recomendado, deixe-o fazer o trabalho dele que é zelar pela saúde e segurança de todos, ignorem aqueles egoístas que acham que sabem mais que vocês, mas estão cegos pela ignorância em busca de benefício próprio.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Pokémon GO - 2629 8839 9851



Missões para conquistar as medalhas de ouro:
  • Kanto - Registre 100 Pokémon da região de Kanto ao Pokédex. (Feito)
  • Johto - Registre 70 Pokémon originalmente descobertos na região de Johto ao Pokédex. (Feito)
  • Estrela - Comece uma amizade sem igual com 3 Treinadores. (Feito)
  • Corredor - Km percorridos: 1.000 (779,2)
  • Colecionador - Pokémon pegos: 2.000 (1.775)
  • Cientista - Pokémon evoluídos: 200 (146)
  • Criador de Pokémon - Ovos chocados: 500 (143)
  • Hoenn - Registre 90 Pokémon originalmente descobertos na região de Hoenn ao Pokédex. (78)
  • Sinnoh - Registre 80 Pokémon originalmente descobertos na região de Sinnoh ao Pokédex. (46)
  • Mochileiro - Poképaradas visitadas: 2.000 (730)
  • Pescador - Magikarp grandes pegos: 300 (3)
  • Lutadora - Batalhas de Ginásio vencidas: 1.000 (31)
  • Treinador Ás - Pokémon treinados: 1.000 (11)
  • Jovem - Rattata pequenos pegos: 300 (3)
  • Fã de Pikachu - Pikachu pegos: 300 (40)
  • Líder de Ginásio - horas defendendo Ginásios: 1.000 (18)
  • Pokémon Ranger - Completar 1.000 tarefas de pesquisa de campo. (49)
  • Cavalheiro - Troque 1.000 Pokémon. (21)
  • Piloto - Troque Pokémon a uma distância de 1.000.000 km. (41.384)
  • Unova - Registre 100 Pokémon originalmente descobertos na região de Unova ao Pokédex. (22)
  • Campeão - Reides vencidos: 1.000 (1)
  • Mestre das Frutas - Frutas dadas nos Ginásios: 1.000 (2)
  • Veterano da Ultra-liga - Vença 200 Batalhas de Treinador na Ultra-liga. (4)
  • Veterano da Liga Mestra - Vença 200 Batalhas de Treinador na Liga Mestra. (1)
  • Fotógrafo - Tenha 200 encontros surpresa na função Retrato GO. (4)
  • Purificador - Purifique 500 Pokémon Sombrosos. (4)
  • Herói - Derrotar 1.000 membros da Equipe GO Rocket. (4)
  • Melhor companheiro - Tenha 100 melhores companheiros. (0)
  • Estudante - Pokémon de tipo Normal pegos: 200 (Feito)
  • Ornitólogo - Pokémon de tipo Voador pegos: 200 (Feito)
  • Rebelde - Pokémon de tipo Venenoso pegos: 200 (Feito)
  • Caça-inseto - Pokémon de tipo Inseto pegos: 200 (Feito)
  • Nadador - Pokémon de tipo Água pegos: 200 (Feito)
  • Jardineiro - Pokémon de tipo Planta pegos: 200 (Feito)
  • Faixa Preta - Pokémon de tipo Lutador pegos: 200 (106)
  • Maníaco da Ruína - Pokémon de tipo Terrestre pegos: 200 (132)
  • Montanhista - Pokémon de tipo Pedra pegos: 200 (123)
  • Ateador de Fogo - Pokémon de tipo Fogo pegos: 200 (149)
  • Roqueiro - Pokémon de tipo Elétrico pegos: 200 (101)
  • Médium - Pokémon de tipo Psíquico pegos: 200 (108)
  • Esquiador - Pokémon de tipo Gelo pegos: 200 (69)
  • Delinquente - Pokémon de tipo Sombrio pegos: 200 (103)
  • Garota de Contos - Pokémon de tipo Fada pegos: 200 (67)
  • Maníaco de Feitiços - Pokémon de tipo Fantasma pegos: 200 (47)
  • Agente Ferroviário - Pokémon do tipo Aço pegos: 200 (48)
  • Domador de dragão - Pokémon de tipo Dragão pegos: 200 (9)

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Heleno - O Príncipe Maldito (2012)


Nos anos 40, o jogador de futebol Heleno de Freitas era visto como o príncipe do Rio de Janeiro. Além de galã, era um ótimo atleta. Mas seu comportamento arredio, indisciplina e a doença que adquiriu transformaram sua vida em uma trágica história.

Heleno é um filme brasileiro de 2012, do gênero drama biográfico, dirigido por José Henrique Fonseca, com roteiro de Felipe Bragança, Fernando Castets e do próprio diretor baseado no livro Nunca Houve um Homem como Heleno, de Marcos Eduardo Neves, por sua vez inspirado na vida e carreira do futebolista Heleno de Freitas, ídolo do Botafogo na década de 1940.

Produzido e protagonizado por Rodrigo Santoro, o filme estreou no Festival de Toronto em 2011.

Data de lançamento: 30 de março de 2012 (Brasil)
Direção: José Henrique Fonseca
Música composta por: Berna Ceppas

Sinopse:

Em 1959, o famoso ex-jogador de futebol brasileiro Heleno de Freitas passa seus últimos dias em um sanatório de Barbacena (Minas Gerais). Completamente devastado por doença que lhe afetou o cérebro, ele ficava meses sem falar com ninguém. Certo dia, a mãe de seu filho e moça da sociedade, Sílvia, e seu melhor amigo e também ex-futebolista Alberto, agora casado com ela, lhe fazem uma visita. Heleno os recebe, mas só conversa de fatos passados havia muito tempo, quando era um grande jogador do Botafogo de Futebol e Regatas, clube de futebol do Rio de Janeiro. Nessa época era considerado temperamental (tinha o apelido de "Gilda", de um filme de Rita Hayworth), vivia tendo atritos com seu companheiros de time. Fora de campo, levava uma vida de exageros, frequentando boates, saindo com várias mulheres, fumando compulsivamente e se viciando em éter e comprimidos. O problema nos nervos era sintoma da grave doença degenerativa que acabaria por matá-lo, mas se recusava a qualquer tratamento. Sua grande frustração na carreira foi o cancelamento da Copa do Mundo de 1946, por causa da Segunda Guerra Mundial, mas queria disputar a de 1950, no Brasil. Em 1945 foi o grande nome da Seleção Brasileira na disputa do Campeonato Sul-americano no Chile. Mas seus problemas pessoais e a falta de títulos fizeram que o supersticioso presidente do Botafogo (Carlito Rocha) aceitasse vendê-lo para o Boca Juniors da Argentina. Heleno logo voltaria ao Brasil e queria retornar ao Botafogo, mas foi rejeitado. Entrou para o time do Vasco da Gama mas sua má forma física o fez ser afastado após várias discussões com o técnico disciplinador Flávio Costa. Heleno não foi convocado para a Copa de 1950 e a partir daí mal conseguiu jogar devido ao agravamento de sua doença. Sua obsessão passou a ser jogar no Maracanã, o que conseguiu por breve momento, com a camisa do América.

Elenco:

Rodrigo Santoro - Heleno de Freitas
Alinne Moraes - Silvia
Angie Cepeda - Diamantina
Othon Bastos - Carlito Rocha
Erom Cordeiro - Alberto
Herson Capri - Médico
Orã Figueiredo - Bezerra
Maurício Tizumba - Jorge
Priscila Assum - Edith
Juliana Lohmann - Tiete Cena do Carro
Laila Zaid - Vendedora de Cigarro
Flávio Pardal - Jornaleiro
Bel Garcia - Atriz da Rádio Nacional

Prêmios:

Festival Internacional de Cinema de Cartagena
Melhor Filme - José Henrique Fonseca (Indicado)

Festival de Havana
Melhor Ator - Rodrigo Santoro (Venceu)

Festival de Cinema de Lima
Melhor Ator - Rodrigo Santoro (Venceu)

Prêmio Contigo! de Cinema
Melhor Ator - Rodrigo Santoro (Venceu)
Melhor Atriz - Alinne Moraes (Indicada)
Melhor Fotografia - Walter Carvalho (Indicado)
Melhor Figurino - Valeria Stefani (Indicado)
Melhor Diretor - José Henrique Fonseca (Indicado)
Melhor Filme (Indicado)
Melhor Roteiro - José Henrique Fonseca, Fernando Castets e Felipe Bragança (Indicado)


sexta-feira, 27 de março de 2020

O maior problema da pandemia é o egoísmo e o despreparo político


O prefeito de Carangola mandou abrir os comércios hoje, bares, lojas, tudo funcionando normalmente.

O informação já é mal passada, o brasileiro é teimoso e só aprende/escuta na base da porrada, nos interiores é ainda pior por falta de estrutura, cultura e informação, aí o prefeito da cidade ainda me faz uma besteira dessas.

O presidente errou ao tratar a covid-19 como um mero resfriado, mas para aqueles que têm cultura e o mínimo de informação isso passa batido, pois sabemos a gravidade do problema.

Aí o prefeito da cidade, autoridade maior do município, me vem e faz uma palhaçada dessas certamente pensando nas próximas eleições.

A preocupação política está acima do bem estar do povo? O despreparo, o descaso e a incompetência do Paulo Pertesen - prefeito de Carangola - está cada vez mais em evidência.

Moro na cidade há meses e posso dizer que já vi a falta de respeito com a população diversas vezes.

Na época da enchente a preocupação maior do prefeito foi a inauguração de um banheiro público na rodoviária - não sei se ele pretendia alojar os desabrigados lá ou coisa do tipo - agora o mundo parou e está em quarentena para combater a pandemia do coronavirus, mas a preocupação dele é ver as ruas com seus eleitores, assistindo às suas maluquices e prioridades fúteis, mesmo que isso custe o bem estar e até a vida do povo carangolense.

Está mais do que comprovado que o despreparo e a incompetência para assumir um cargo de extrema importância como o de prefeito da cidade põe em risco a saúde e a vida da população.

Espero que a população não esqueça dessas atitudes quando for votar este ano e não reeleja/eleja um candidato tão egoísta e inconsequente.

Sei que essa decisão equivocada e inconsequente foi tomada por diversos prefeitos e que partiu de políticos com cargos acima dos gestores das cidades, mas a aceitação e incapacidade de tomar a decisão correta vai gerar consequências irremediáveis.

Coloquei em foco a incompetência do prefeito de Carangola, pois é a cidade que eu resido, porém, devemos ter ciência de que essa decisão lamentável está sendo tomada a nível nacional.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Doracinéia Corrêa Dutra, uma baixinha GIGANTE!


Nascida em Purilândia, distrito do município de Porciúncula, no interior do Estado do Rio de Janeiro, Doracinéia é hoje considerada um exemplo a se seguir.

Mãe de dois filhos, tia, irmã e amiga dedicada, Dora, como é carinhosamente chamada pelos amigos, sempre batalhou muito para obter sucesso no que se propunha a realizar. Desde pequena – não que hoje seja muito grande – Dora se esforçou para conquistar independência, prosperidade e reconhecimento tanto no âmbito pessoal quanto profissional.

Pela família é chamada de Cinéia ou Ticinéia – pelos sobrinhos – e seu destaque nesse quesito não é menos notório ou importante do que na vida profissional. Cinéia sempre batalhou duramente para não depender de ninguém e, embora ciente da certeza de que TODOS na família se orgulham, admiram e estão disponíveis para o que ela precisar, nunca quis incomodar. Criou dois filhos de sangue – Matheus e Maria – além do seu sobrinho Dirlei e de ter amparado em momentos de dificuldade aquele que lhes escreve.

Hoje, Dora conquistou o cargo de confiança de Secretária de Educação junto à prefeitura de Porciúncula. Este cargo não lhe foi concedido senão por mérito, fruto de anos de dedicação, trabalho, responsabilidade, compromisso, ética, moral, honra, dignidade e respeito entre outras qualidades indiscutíveis que formam o currículo da “baixinha”.

Contudo, como nem tudo são flores, chegou mais um ano de política e a covardia e a sujeira vieram juntas. Recebi recentemente uma imagem de uma publicação onde Dora era covardemente insultada e difamada por um perfil fake.

Vejam bem, não estou aqui para defender ninguém e muito menos para acusar – apenas porque não tenho provas, pois se as tivesse não só acusaria como denunciaria o/os autor/es – até porque as conquistas obtidas por Dora não são pessoais, são em prol de melhorias para a cidade onde mora e a defendem por si mesmas.

Como o sucesso e a felicidade alheia incomodam, era de se esperar este tipo de atitude covarde e infantil daqueles que não se beneficiaram com a atual gestão da prefeitura, seja por falta de capacidade e competência, seja por falta de caráter ou quaisquer outros pontos que um dia fizeram essas “sanguessugas” acreditarem que mereciam alguma "recompensa" ou "gratificação".

Esperamos que Dora tenha forças para seguir lutando por nossa cidade e por todos nós.

Abaixo, meus amigos leitores, vocês verão mais uma conquista obtida pela Dora em prol de pessoas de bem como a Cinéia.


À Ticinéia – minha mãe emprestada – digo apenas que não se deixe abater e não abaixe a cabeça para tentar enxergar o nível daqueles que a atacam. A senhora é e sempre foi orgulho para todos nós, inclusive, atrevo-me a incluir o Vô Aníbal e a Vóziquinha, que lá de cima estão olhando e sorrindo com orgulho da filha que criaram tão bem independente das dificuldades.

Tia/Mãe, a senhora é uma guerreira, dedicada, de boa índole, tem caráter, ou seja, é uma batalhadora e isso que está acontecendo, essa corja de palhaços que está tentando manchar a imagem que senhora levou uma vida para construir, só servirá para te deixar ainda mais forte e vitoriosa.

Lembre-se SEMPRE que apesar do apelido e da baixa estatura física, a senhora é GIGANTE e carrega uma família ao seu lado para te ajudar e apoiar em todo e qualquer momento. E para que não haja dúvida, afirmo convicto de que essa família não é apenas a Dutra, mas todas as famílias que reconhecem seu trabalho e suas conquistas com orgulho para o município. Todas as famílias que são gratas por tudo que a senhora fez, faz e fará!

Amamos a senhora e não vai ser qualquer “fakezinho covarde" que irá te derrubar, porque a senhora está muito além disso. Estamos contigo, baixinha!

Às mulheres de Porciúncula e região, eu espero não só empatia, mas sororidade – aprenderam o que significa isso? Eu nem acredito que vou dizer isso, mas finalmente o BBB acrescentou um mínimo de cultura ao vocabulário dos seus telespectadores. Salve Manu Gavassi! – pois este ato contra minha tia não foi só covarde, mas criminoso!

Ao “fake sabichão” deixo clara aqui a minha intolerância para covardia e meu repúdio para sua atitude deplorável e vergonhosa, porém, estou de cara limpa, sem nomes de personagens de novela e foto irreais.

sábado, 27 de abril de 2019

O egoísmo nos relacionamentos: realidade ou insegurança?


Hoje em dia, muitos relacionamentos duram pouco ou são “empurrados com a barriga”. Qual seria o maior causador desse desgaste nas relações interpessoais?

Há quem diga que é o ciúme, a insegurança e a infidelidade. No entanto, ao meu ver é o egoísmo, o excesso de cobrança e a falta de credibilidade naquele com quem nos envolvemos.

Não digo isso embasado apenas em relacionamentos amorosos, não. Há muito disso em relações entre amigos, parentes e até familiares.

Às vezes damos muito de nós, demonstramos o tempo todo o quanto aquela pessoa é significativa e o retorno não é o esperado. Culpa daquela pessoa? Acredito que não. Nós mesmos nos iludimos com uma expectativa de que iremos receber o mesmo que proporcionamos àqueles que nos envolvemos, mas esquecemos que cada ser humano pensa, age, reage, sente e demonstra de um jeito.

Diversas vezes fiquei decepcionado com vocês, leitores amigos que não compartilhavam, não comentavam e não participavam do blog, independente do assunto que eu abordasse. Culpa minha que queria do dia pra noite me tornar um blogueiro/escritor reconhecido, não famoso, mas que tivesse nos meus textos a admiração que tenho por vocês a cada novo comentário, crítica e sugestão.

A falta de credibilidade já seria o oposto do mencionado acima, essa razão, sim, é de responsabilidade quase total daqueles com quem nos relacionamos. Por que quase total? Pensemos juntos, quantas vezes decepcionamos e deixamos a desejar com aqueles que amamos e admiramos? Isso faz com que a confiança, a admiração e até o encanto da paixão diminuam. Contudo, as pessoas podem e devem nos dizer o que estamos fazendo de errado para que possamos mudar, melhorar e não persistir nos erros. Mas muitas vezes não fazem isso, seja porque não damos à elas essa liberdade, seja porque elas pensem que não têm essa liberdade.

Ciúme, insegurança e infidelidade eu acredito que caminhem juntos, visto que, uma pessoa insegura tem tendência a sentir-se ameaçada e enciumada por coisas banais e isso a leva a errar o tempo todo, até mesmo sendo infiel. Entendam, não estou me referindo apenas em relacionamentos românticos, mas de forma geral. Todos temos ou somos aquele amigo que morre de ciúme e vive fazendo besteira atrás de besteira pra chamar atenção e mostrar o quanto se importa e é importante. Isso acontece até mesmo dentro das nossas casas. A infidelidade não está apenas no ato da traição amorosa, mas quando contamos um segredo de alguém, quando acusamos uma pessoa e por aí vai.

Dizem que a ocasião faz o ladrão, mas para mim isso é justificativa falsa, “desculpinha esfarrapada” para quem é fraco e não tem humildade de reconhecer seus erros. A ocasião não faz o ladrão, mas com certeza o respeito e a confiança lapidam o caráter.

Sim, há um egoísmo muito grande em todo relacionamento, pois não temos como saber com certeza se aquela pessoa sente por nós o mesmo que sentimos por ela. Isso sem mencionar que às vezes nós é que não sentimos o mesmo pelo outro. É um egoísmo involuntário, por assim dizer, mas ainda assim é egoísmo.

Eu sou intenso em meus sentimentos, já fui menos carinhoso e perdi muitas oportunidades por isso. Hoje busco acertar com aqueles que me importo, demonstro de diversas formas: publicando homenagens nas redes sociais, com textos ou menções aqui no blog, falando, dando carinho e etc.

Tive problemas com minha namorada por cobrar dela um reconhecimento, uma demonstração de afeto que não é do perfil dela, mas aprendi que temos que respeitar e aceitar o jeito das pessoas de demonstrarem o que sentem. Ela é carinhosa e muito, mas do jeito dela e eu não mudaria um fio de cabelo nela ou no jeitinho dela, muito menos a trocaria ou trairia, até porque acredito que o caráter de um homem seja seu bem mais precioso. Eu sou o tipo de cara que sairia gritando pelo mundo afora o quanto eu a amo e sou grato por tê-la ao meu lado, mas dizem que a felicidade alheia incomoda e causa inveja, então, fico apenas nas declarações via rede social e pessoalmente. Temos respeito, confiança, admiração, orgulho e amor mútuos, porém, demonstrados de formas diferentes. Minha namorada e eu usamos aliança de compromisso, mas não é essa simples argola de prata que nos une, nosso elo vem de dentro, vem do sentimento e de certa forma essa já é uma demonstração de respeito, confiança, amor, fidelidade e companheirismo.

Assim como eu aprendi, estou aqui tentando ajudá-los de alguma forma a se tornarem pessoas melhores, confiantes em si mesmas e no próximo, mas sem cobrar nada de ninguém. Eu sinceramente não sou expert em relacionamentos, não tenho faculdade de psicologia ou algo do tipo, mas as coisas têm melhorado bastante pra mim e não poderia deixar de partilhar esse aprendizado com vocês.

Amem, admirem, apaixonem-se e envolvam-se, mas sem cobrar do outro aquilo que vocês esperam. Não criem tantas expectativas e surpreendam-se com gestos simples de afeto. Acreditem, tudo fica muito melhor e mais bonito dessa forma.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Corra, lute e vença!


A noite passou, o sol já vai raiar e eu sequer peguei no sono, nem para um “cochilinho”.

Daqui a pouco eu me levanto para correr. Mas correr para aonde? Correr de que? Correr por quê?

Como ter disposição para correr se não sei aonde vou chegar, se é que algum dia irei chegar à algum lugar? Como ter coragem para correr se não sei o que há adiante? Qual a velocidade ideal que devo correr para que o passado não me alcance?

Quer saber de uma coisa? Que se danem todas essas perguntas, vou levantar e correr assim como os meus pensamentos, leve como os pássaros e com a determinação de um leão na hora da caça.

Vou correr para o carinho da minha família, os beijos da minha amada e os abraços da minha filha. Vou correr para prosperar, para ser feliz, para superar as expectativas.

Calçado com esperança, vestido com garra e abençoado por Deus, irei correr por onde quer que tenha que ir, não tenho medo dos caminhos pelos quais terei que passar e muito menos dos obstáculos que tentarão me derrubar. Mais importante que cair é ter humildade para saber levantar, seguir em frente e perseverar.

Vou correr sem deixar ninguém para trás, nem os ensinamentos que me ajudaram a crescer e chegar até aqui.

Vou correr e vencer todas as dificuldades com o suporte daqueles que torcem por mim, que acreditam no meu potencial e que enxergam mais do que um simples rapaz "trotando"pela estrada da vida.

Daqui a pouco o sol vai raiar, eu vou correr, lutar e vencer e quando ele se puser eu continuarei correndo, lutando e vencendo.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Cinquentenário é cultura, Porciúncula eternamente Sua


Chamaram-me para retratar
a minha cidade querida.
Quem sou eu nesta idade?
Sou um filho na verdade
com tanta responsabilidade
não sei se vou conseguir.

Na medida do possível,
sendo um bom filho
e com respeito
eu admiro os mais velhos,
mas de opinar tenho direito.

Se fosse voltar aos meus
velhos tempos
só elogios iria ter.
Relembrando a "Maria-Fumaça"
qual sinal de um recreio,
ela sempre apitava.

Não sei se tenho palavras.
Isto às vezes acontece,
mas morar nesta cidade
isto sempre me envaidece.

Se Ícaro a tivesse descoberto
orgulhar-se-ia com certeza,
Pois seu sonho de voar
tornar-se-ia realeza.

Desculpe, minha Porciúncula
se deixei a desejar.
Se errei pode ter certeza
que outro não errará.
O que vale é nunca esquecer
de sua beleza relembrar.

Por Dorival Corrêa Dutra

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Um ogro nos jardins do Éden


Essa história aconteceu há alguns anos, numa cidadezinha bem distante de um reino desconhecido.

O protagonista? Jerif, um rapaz tranquilo e sempre de bem com a vida, mas que guardava mágoas e desapontamentos demais em seu coração.

Após uma semana produtiva de trabalho, Jerif resolveu beber um pouco antes de visitar sua namorada que morava em outra cidade. Não havia comido nada naquele dia, o calor estava insuportável e acabou “exagerando na dose”.

Subiu na última carruagem com destino à cidade de sua amada, estava “alto”, sim, mas a animação, a euforia, a saudade e a felicidade de vê-la falaram mais alto.

Chegando ao seu destino foi caminhando até a casa onde ela mora, esperando que a caminhada fosse ajudá-lo a melhorar um pouco do pileque.

Jerif mal havia passado pelos portões e começaram os problemas, uma “amiga” de sua namorada estava lá, cínica e falsa como sempre.

- Quem gosta de gente assim? -

Jerif foi tomado por uma inquietação, uma raiva, um desespero, e não sabia o que fazer.

Ele não sabia bem o que aconteceu, a bebida se incumbiu de apagar de sua memória todo o vexame que passou.

Contaram que foi cercado por “caçadores” e que foi covardemente agredido, teve três costelas trincadas, o supercílio cortado e as pernas roxas de tanto ser apanhar, e essas recordações ele carregou consigo durante um tempo, algumas ainda carrega.

Foi resgatado pelos seus pais, que foram chamados por sua namorada e que moravam na mesma cidade que Jerif. Eles levaram Jerif até a casa onde moravam e mais uma confusão se formou.

Nosso protagonista havia tomado algumas “poções” que sua namorada usava para dormir, apenas uma era suficiente, Jerif bebeu umas sete, e como o álcool ainda estava no seu organismo, brigou, ofendeu e maltratou seus pais e até a si mesmo. Chegou ao ponto de quebrar seu celular ao jogá-lo no chão.

Jerif estava incomunicável, seu celular estava dividido em três partes e a maçã que representava sua marca havia perdido mais que apenas uma mordida.

Aquela maçã lembrava a maçã que envenenou a Branca de Neve. Não! Lembrava do fruto proibido que levou Adão a ser expulso do paraíso por indução de Eva.

- Espera aí, quem é Adão e quem é Eva nisso tudo? -

O rapaz começou a tentar entender o que havia acontecido, buscava rostos para Adão, Eva e para a serpente, é claro, mas essa até que foi fácil identificar. No início achou que ambos, tanto Adão, quanto Eva haviam sido protagonizados pela mesma pessoa, ele, mas convenhamos, Adão foi muito mais vítima, muito mais inocente que Jerif.

Foi então que percebeu que de Adão ele só tinha a culpa por ter mordido a maçã (a bebida e a “poção”), havia muito mais de Eva nele. A serpente (amiga de sua namorada) o havia envenenado, colocando-o ainda mais atordoado e com isso Jerif destruiu o paraíso em que sua namorada e ele viviam.

E dessa forma conseguiu identificar quem era quem nos Jardins do Éden: Eva era ele. Fraco inseguro e impulsivo, errou ao se deixar influenciar pela presença e pelas palavras da serpente. Adão era sua namorada, incompreendida e prejudicada pela fraqueza de Eva.

Após se acalmar e pensar em tudo que havia acontecido, Jerif compreendeu que a culpa também não foi só da amiga de sua namorada, ele já chegou na sua cidade com o nível alcoólico excedido, a presença irritante e inconveniente dela só serviu para acender o pavio do adolescente inseguro e agressivo que ainda habitava nele.

Essa insegurança e essa agressividade fizeram-no descontar tudo de ruim que guardava dentro de si em pessoas com as quais ele não só se preocupava, mas amava (sua namorada e sua família e seus pais).

O efeito da bebida passou, das “poções” também e Jerif não consegue se lembrar de nada, nada mesmo, foram dois dias perdidos de sua vida, dois dias que ele preferia que tivessem sido apagados da vida de todos os envolvidos, mas infelizmente não poderá voltar atrás e mudar o que aconteceu, então, que ele recomece a escrever sua história, sem serpentes, maçãs e “poções”.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Cadu pergunta: Malu Horácio, autora do livro "Os Guardiões e a Era das Trevas"


Malu Horácio:

Cadu: O que te motivou a ser escritora?

Malu: Desde criança, sempre tive a imaginação muito fértil e sonhava em algum dia inventar algo diferente e que tocasse e prendesse as pessoas, como muitas histórias antes fizeram por mim. Conforme eu fui crescendo, naturalmente, isso aumentou, principalmente depois de ter a ideia para escrever a trilogia de Os Guardiões.

Cadu: Quais são suas influencias literárias?

Malu: Como eu disse, algumas histórias me tocaram muito enquanto eu crescia e me fizeram amar o gênero da ficção fantástica e toda a liberdade artística que ele trazia. Dentre os autores que me inspiraram, estão: J.K. Rowling, J.R.R. Tolkien, C.S. Lewis, Rick Riordan e tantos outros, que trouxeram personagens que antes viviam uma vida ordinária, a possibilidade do extraordinário e isso sempre me fascinou.

Cadu: Quando você descobriu que detinha o dom da escrita?

Malu: Meio que no início eu achava que não tinha talento algum para escrita. Eu só tinha a imaginação. Mas, com o tempo, eu fui superando meus obstáculos e me impulsionando a escrever melhor, e essa evolução pode ser vista ao longo de Os Guardiões e a Era das Trevas, afinal, foi com ele que aprendi a escrever.

Cadu: Em algum momento você pensou em desistir de ser escritora?

Malu: Sim, até mais de uma vez. Conforme eu disse anteriormente, acreditava que só tinha a imaginação e que eu não conseguiria passar tudo que eu imaginava para o papel, tanto, que cheguei a largar Os Guardiões uma vez. Veja bem, eu tive a ideia e sabia que era promissora, mas eu tinha 16 anos quando comecei a escrever, não sabia como se desenvolvia uma narrativa. A ideia estava ali, mas eu lia o que estava escrevendo e achava que nunca chegaria perto, em termos de escrita, dos livros que eu costumava ler. Então, larguei a ideia de lado por meses, mas a cada dia que passava, novas ideias começavam a surgir, até já do terceiro livro, que é o que estou trabalhando nesse exato momento. Por esta razão, eu voltei a ler o que havia escrito e percebi que podia melhorar e dentro de um ano, o primeiro livro ficou pronto. Na hora de achar uma editora, foi outro momento em que pensei em desistir, pois achava que seria muito difícil, sem ter nenhum nome, de conseguir publicar. Mas eu sempre acreditei na minha história e escrever virou mais que um hobby, virou uma paixão e por isso, todas as vezes em que eu pensava em desistir, me lembrava do quanto eu amo fazer isso.

Cadu: Há previsão de publicação de um novo livro?

Malu: Eu espero que sim. Os Guardiões e a Era das Trevas é o primeiro de uma trilogia e eu espero conseguir alcançar pessoas o suficiente para que eu realize meu sonho de publicar os outros dois. Já acabei o segundo livro (e ele está incrível, não vejo a hora de mostra-lo ao mundo) e trabalho no terceiro agora.

Os Guardiões e a Era das Trevas:

Cadu: Como surgiu a ideia do livro?

Malu: Foi uma história muito aleatória, na verdade. Eu estava deitada numa noite e não conseguia dormir e a imagem de dois jovens cavalgando em um campo me veio à cabeça. E eu comecei a me perguntar coisas como: “ Quem são eles?” “O que eles são?” e “ Do que estariam fugindo?”, e nisso, respondendo essas perguntas, descartando algumas coisas, acrescentando outras, aquilo foi tomando forma na minha cabeça de uma forma verdadeiramente mágica.

Cadu: O livro é voltado ao público jovem, em sua maioria adolescentes. Qual o maior desafio em escrever para esse público?

Malu: Acho que justamente prender a atenção. Eu comecei a escrever com 16 anos, mas sempre fui uma leitora e me lembro muito bem de que era muito importante o livro prender a minha atenção de modo que eu não quisesse parar, visto que os que não conseguiam fazer isso, eu simplesmente deixava de lado eventualmente (mesmo não sendo algo legal a se fazer). Por isso, eu sempre me preocupei, justamente, em manter sempre a narrativa excitante, de modo que atraia os jovens e eles sintam aquela mesma sensação que eu sinto até hoje quando pego um livro bom: a de não conseguir
parar!


Cadu: Os personagens foram baseados em alguém?

Malu: Mais ou menos. A maioria foi inventado e, no início, eu pensei em fazer isso, mas conforme eu ia imaginando e escrevendo, percebi que era mais difícil do que eu pensava. Pois, para basear em alguém, você precisa, ao meu ver, pensar e agir como aquela pessoa e ver o mundo da forma como ela vê, principalmente se forem entes queridos que queira prestigiar, sinto que eu não conseguiria refletir com perfeição como essa pessoa é. Mas, eu achei formas de fazer tal homenagem. Coloquei características físicas e personalistas em determinados personagens, por exemplo, uma personagem foi inspirada na minha irmã, outra, na minha mãe, mas não inteiramente nelas, visto que adaptei suas personalidades da forma que a história me exigia durante seu desenvolvimento.

Cadu: Você espera que o livro tenha que tipo de aceitação? Há alguma expectativa?

Malu: Minhas expectativas são as melhores possíveis. Eu dei o melhor de mim para esse mundo e esses personagens. São parte de mim, da minha história e da minha evolução, como pessoa e escritora. Muito carinho e dedicação foi aplicado em Os Guardiões e a cada página, a história evolui, assim como eu. Então, eu espero, profundamente, que eu possa tocar as pessoas e as fazer viajar e se apaixonar por este mundo, da forma que eu me apaixonei quando o criei.

Cadu: O que você diria aos leitores de Os Guardiões e a Era das Trevas?

Malu: Que eles, certamente, não se sentirão entediados. Busquei sempre trazer uma mistura equilibrada de mistério, aventura, fantasia, romance e ação, de modo que agrade a todos, por isso eu amo a ficção fantástica, por nos dar essa liberdade de criar sem fronteiras. E, que, claro, gostem da história, pois eu garanto que a jornada dos guardiões será épica e não irão se arrepender!

Malu, muito obrigado pelo carinho e cordialidade ao nos conceder seu tempo para que conheçamos melhor você e o seu trabalho. Com certeza Os Guardiões e a Era das Trevas vai ser um sucesso e a trilogia será lançada, eu vou ler os três, pode ter certeza.

sábado, 13 de abril de 2019

Sapo encantado, princesa cururu


Muitas vezes nossa dúvida não é QUANDO vamos encontrar aquela pessoa, mas SE vamos encontrá-la. Essa incerteza nos deixa angustiados, por vezes até tristes e desanimados, mas a vida foi feita pra ser vivida, sem planos nem previsões. Vamos parar de nos preocupar com o que ainda está por vir e vamos intensificar o presente. Deixemos fluir, porque Deus sabe o que faz e Ele tem o tempo certo para tudo. O tempo de Deus (Kairós) não é o mesmo que o nosso (Chronos). Deus não demora, Ele capricha e SE tiver de ser, vai ser, mas no tempo dEle.

Às vezes as mulheres ficam esperando pelo príncipe encantado, dizem que ele deve estar chegando de jegue, mas talvez quem precise ser salvo seja o príncipe. Sabe-se lá se o nobre rapaz não foi transformado em sapo por um feitiço dessa bruxa má que pode ser a vida? Basta um beijo, um abraço ou um gesto de carinho para que o feitiço se desfaça.

Todo diamante já foi carvão um dia. Foi preciso tempo e paciência para lapidá-lo e transformá-lo em uma pedra de valor.

Apaixone-se sempre que possível, mesmo que não se faça preciso. Apaixone-se. Permita-se sentir, viver e até mesmo sofrer. As incertezas do amor tornam momentos simples em momentos incríveis, de total entrega, conquista e redenção.

Brinque de seduzir e se descubra seduzido, esse é o nirvana dos relacionamentos. Por ter o poder sobre o outro e a situação sobre controle, se deixou dominar pelo desconhecido e por muitos indesejado. Mas o amor não é um vilão, o amor é cúmplice, fiel e verdadeiro. O amor é sincero e por isso às vezes machuca, faz sofrer, não porque seja ruim, mas para que amadureçamos, cresçamos e fiquemos mais fortes.

O amor tem a capacidade de nos tornar fortes ao mesmo tempo que preserva nossa sensibilidade, sem usurpar de nossa necessidade de aprender com a dor.

Apaixone-se, mas não iluda, não brinque com os sentimentos de ninguém, nem com os seus.

A ilusão na maioria das vezes faz mal. Ela pode ocorrer por parte do conquistador ou do conquistado.

Quando digo isso, não necessariamente afirmo que é uma relação interpessoal, ou seja, do conquistador para o conquistado e vice-versa, há casos em que o conquistado se ilude ou o próprio conquistador cai em sua armadilha.

Por isso não devemos brincar com sentimentos, sejam eles nossos ou de outras pessoas.

Não sei se me apaixonei pela minha amiga, ou se fiz amizade com a minha paixão, mas me apaixonei perdidamente pela Nay à medida que fui a conhecendo. Sem ilusões, com respeito, confiança, amor e companheirismo.

Apaixone-se sem medo de parecer cafona ou bobo, quem nunca se apaixonou não sabe o que está perdendo. Não é cafona se apaixonar. Não é feio amar. Não é antiquado se entregar. Apaixone-se, mesmo que machuque vale a pena, pode confiar. Apaixone-se!

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Cadu pergunta: Piaza Merighi, autor do livro "O Conto de Y: Raízes, Espadas e Ossos"


Piaza Merighi:

Cadu: O que te motivou a ser escritor?

Piaza: Não sei exatamente como responder isso. Sempre fui um leitor voraz, e em determinado momento decidi começar uma história própria, meio “para ver o que acontece”, e acabei gostando de colocar minhas ideias no papel. Quando vi, o que a princípio seria só um conto que ficaria guardado no meu computador acabou virando um livro.

Cadu: Quais são suas influencias literárias?

Piaza: Eita... gosto de boas histórias, independente do gênero, então apontar “influências” propriamente ditas seria complicado. Prefiro indicar autores que gosto, e me atendo só à literatura fantástica, no cenário nacional Eric Novello, Eduardo Sphor e Raphael Draccon (além de muito mais gente), e no internacional vai desde Andrzej Sapkowski (The Witcher) até Tracy Hickman e Margaret Weis (Crônicas de Dragonlance) e muitos outros.

Cadu: Quando você descobriu que detinha o dom da escrita?

Piaza: Dom? KKKKK. Como disse, foi uma tentativa de escrever, nunca houve um insight divino nem um estalo, nem nada. Só a curiosidade e a vontade de tentar mesmo.

Cadu: Em algum momento você pensou em desistir de ser escritor?

Piaza: Não sei se posso desistir de algo que nem sei se existe... tenho um livro publicado, que felizmente teve uma recepção muito boa, mas daí a considerar que já tenho uma carreira de escritor... mas enfim, acho que enquanto escrevia desisti do livro pelo menos umas três vezes por semana, só para retoma-lo logo em seguida, acho que isso faz parte.

Cadu: Há previsão de publicação de um novo livro?

Piaza: Na verdade há sim! O segundo livro será publicado esse ano, na verdade, até o fim desse primeiro semestre (caso não haja nenhum imprevisto por parte da editora). O próximo não será uma continuação propriamente dita, mas um novo ‘conto’ situado no mesmo mundo, com ligações diretas aos eventos já acontecidos. 

O Conto de Y: Raízes, Espadas e Ossos:

Cadu: Como surgiu a ideia do livro?

Piaza: Como mencionei, não houve uma ideia pronta para o livro. Toda a obra foi um exercício, uma tentativa de escrever algo. Para isso tentei aliar o RPG, que foi algo bem presente na minha vida por um período de tempo, tendo sido o ponto de partida de amizades que carrego até hoje e minha “queda” por literatura fantástica.

Cadu: O livro é voltado ao público jovem, em sua maioria adolescentes. Qual o maior desafio em escrever para esse público?

Piaza: Honestamente, não pensei em um tipo específico de público ao escrever. Minha preocupação era contar uma boa história, só isso. Todo mundo gosta de uma história bem contada, e meu objetivo nunca foi escrever algo “engessado”, pensado para uma faixa exclusiva de leitores, nem deixei de colocar nada que eu achasse necessário ao enredo pensando se seria lido pelo publico A ou B.  Minha preocupação era fazer algo bom, não algo bom para um único grupo.

Cadu: Os personagens foram baseados em alguém?

Piaza: Não, não foram baseados em ninguém em especial. Há uma situação ou outra ocorrida nas mesas de RPG que eu trouxe para o livro, mas não houve inspirações diretas para os personagens.

Cadu: Você esperava que o livro tivesse toda essa aceitação e fosse o sucesso que é hoje?

Piaza: Esperar? Óbvio que não! Eu tinha consciência de ter feito um bom trabalho, mas em momento algum sequer ousei imaginar como seria a recepção do livro.

Cadu: O que você diria aos leitores de O Conto de Y?

Piaza: Hã... é... então... Não vejo escrita como um dom , algo que  brota magicamente, mas sim uma aliança de curiosidade, criatividade e vontade.  Todo mundo tem uma história, algo que queira contar, então, por que não tentar? Há a visão de que literatura é algo “chato”, mas não precisa ser assim, há boas histórias de todos os tipos por aí. (risos de nervoso ao responder essa pergunta).

Piaza, muito obrigado pelo pronto atendimento e pela habitual cordialidade e colaboração. Aguardo ansioso pelo próximo livro que já sei, será sucesso, tanto quanto, ou mais que o primeiro.

sábado, 6 de abril de 2019

Ciúmes: Possessividade, Insegurança ou Excesso de Amor?


Prezados amigos e leitores,

Boa Tarde!


Vou alterar a programação do blog a fim de que vocês tenham mais conteúdo para leitura, e porque a ansiedade de um novo texto me toma sempre que atualizo NOSSO espaço. Segue abaixo a nova programação:



  • Segundas, quintas e sábados - Textos do Cadu
  • Terças, quartas, sextas e domingos - Fala, família!
  • Todos os dias - Piadas do Tival

As pessoas justificam as crises de ciúmes de diversas maneiras, mas há uma definição exata para esse sentimento? Acredito eu que não, pois cada caso, é um caso.

Eu sou ciumento ao extremo, confesso, não sei se por insegurança, creio que não, meu problema também não é possessividade, não trato ninguém como objeto, talvez seja medo de perder... É, é medo de perder. Raciocine comigo, você conhece uma pessoa, se apaixona, cultiva aquele amor que só tende a crescer e com isso o medo de perder aquela pessoa vem junto. Não porque não confiamos, não por possessividade, nem por insegurança, mas medo mesmo. Deixo claro aqui que não me orgulho disso, isso não me faz bem e nem aos meus relacionamentos, sejam eles amorosos ou não. Vou aproveitar para agradecer à todos com quem me relaciono, minha namorada, meus parentes e amigos, pela paciência que sempre tiveram comigo nesse quesito. Muito obrigado de coração!


Nós não temos ciúmes só das pessoas pelas quais nos apaixonamos, temos ciúmes de parentes e até amigos, isso é normal, não tenham medo. Somos seres humanos e estamos sujeitos ao erro, no entanto, temos que nos controlar para que esse sentimento não nos tome por completo ao ponto de perdermos a cabeça. Ter ciúme não é errado, mas em excesso nos leva a fazer coisas das quais não nos orgulhamos, pelo contrário, muitas vezes nos envergonhamos e nos arrependemos. Não há nada no mundo pior que barraco, discussões, brigas e até violência (seja ela verbal ou até pior, física). Quando perdemos o controle sobre esse sentimento, acabamos fazendo e falando coisas das quais nos arrependemos depois, aí meus amigos, “a vaca foi pro brejo”. Não há como desfazer a palavra proferida, muito menos aliviar a dor de uma agressão, mesmo quando somos desculpados, então, tenhamos o controle dos nossos sentimentos e não deixemos que ciúmes doentios estraguem as nossas relações.


Como disse, sou MUITO ciumento, mas tento me controlar ao máximo e na maioria das vezes consigo, geralmente converso com a pessoa pela qual estou sentindo isso sem fazer alarde, sem gritos ou discussões.


Cuidado com o ciúme, na minha opinião, um pouquinho é bom, mas como tudo na vida, em excesso pode destruir o seu relacionamento e mais, a sua saúde, a sua vida e a da(s) pessoa(s) envolvida(s).


Vou encerrar com um pensamento que tive há uns anos, no entanto, não condiz muito com a minha realidade, como bom escorpiano que sou, apesar de não acreditar em horóscopo, o ciúme existe na minha vida e parece que não vai sair nem por um decreto.


Fiquem com Deus até o próximo texto!


Ah, não esqueçam de comentar, seguir o perfil no Instagram e curtir a página no Facebook (quem puder deixar uma avaliação lá também eu agradeço).


Ciúmes... Está aí um sentimento que eu gostaria de saber como é. Confesso que nunca senti.


Dizem que é bom, dizem que é ruim, mas o que o mais se diz é que é necessário. Demonstra carinho, vontade de ser exclusivo, de dar exclusividade, transmite insegurança (como isso pode ser um ponto positivo?) e medo de perder. Nos faz mais humanos e mostra que por mais que a situação esteja sob controle, ela pode fugir de nossas mãos, ficar fora do nosso alcance.


Ciúmes... Nunca senti, sempre dei liberdade e confiança às pessoas, talvez por isso meus relacionamentos amorosos não tenham durado mais. Talvez por isso eu não tenha sabido lidar com algumas situações. Talvez por isso eu tenha sido enganado, eu tenha me enganado.


Ciúmes... Para mim um sentimento desconhecido. Para alguns psicopatas o motivo. Para poetas e músicos inspiração.


Caio Dutra Fonseca Lontra

quinta-feira, 4 de abril de 2019

09 de junho de 2016: Nasce Maria Vitória, presente de Deus


Filha,

Hoje é quinta-feira e apesar de ser contra o movimento “tbtista” vou relatar o maior e melhor acontecimento de uma quinta-feira na minha vida, o seu nascimento.

Era uma noite clara e a temperatura estava agradável. Eu estava no ônibus voltando de mais um dia exaustivo de trabalho quando a mamãe me ligou informando que não estava se sentindo bem.

Sugeri que ela fosse para a maternidade (muito obrigado ao pessoal da Maternidade Alzira Reis pelo excelente atendimento) e eu a encontraria lá, já que o ponto final do ônibus em que estava era exatamente em frente a maternidade.

Cheguei antes dela lá e numa tentativa frustrada de manter a calma, fumei uns 10 cigarros (não me orgulho disso, fumar faz mal à saúde).

Quando ela chegou levei um susto, ela estava com muita dor e ainda na recepção a bolsa rompeu.

Dali em diante até que foi rápido, a mamãe gritou muito de dor, mas "segurou a onda", dizem que não há dor maior no mundo que a do parto normal, mas em prol do seu bem estar maior, a mamãe não quis que você viesse ao mundo de outra maneira, o que custou o bem estar dela própria.

Filha, você já havia avisado que estava chegando há uns dias, pois sua mãe sentiu fortes contrações e corremos com ela para a maternidade, porém, como o céu estava coberto com nuvens e a noite estava... feia, eu sabia que ainda não era hora de você nascer.

No entanto, naquele dia 09 de junho, o céu estava completamente estrelado e eu pensei “é hoje!”.

A mamãe estava muito cansada e antes mesmo de você nascer o papai já estava com os olhos cheios de lágrimas. Vi sua cabecinha saindo, tão pequena, tão linda e foi então que você veio ao mundo.

O papai e a mamãe ficaram muito emocionados ao te ver pela primeira vez, tão pequena, tão linda, tão perfeita.

A enfermeira que estava atendendo a mamãe pediu que o papai te levasse para o quarto, mas confesso, fiquei com medo de te deixar cair, estava tremendo demais, então, a mamãe te pegou e te levou na maior tranquilidade, nem parecia que acabara de dar à luz.

Pedi que a enfermeira chamasse a vovó Beth, mas que não falasse nada sobre você já ter nascido, queria fazer uma surpresa e mesmo não sendo horário de visitas, a enfermeira concordou.

Tadinha da vovó Beth, quando chegou e te viu deitada ao lado da mamãe tomou susto tão grande que eu pensei que eu sairia dali direto para a delegacia por tentativa de homicídio.

Em Porciúncula, o vovô Rey fez questão de anunciar na rádio que você chegara e a vovólinha não sabia como controlar a felicidade e o orgulho da primeira netinha.

Suas primeiras visitas foram dos tios Tim e Marcelitcha, Ciro e Maria, e da dindinha Nanda, todos te acharam linda e se emocionaram muito ao te conhecer.

Em casa, o tio Rodrigo e a tia Aline esperavam ansiosos pela sua chegada, e a sua priminha Laura estava indócil aguardando pela priminha "Maía Tóia" que ela tanto acariciou e beijou mesmo quando você ainda estava na barriga da mamãe. A Laurinha, filha, foi sua primeira priminha a te pegar no colo, mesmo com apenas 2 aninhos.

Também vieram te conhecer a dindinha Candice e o dindo Arílson com o “menino dinossauro” Benjamin de Brasília, a titiavó Mariney que na época morava em Porciúncula, o vovô Rey e a vovólinha que também moravam em Porciúncula e o tio João Paulo, esse veio de mais longe, ele mora na Austrália. Pois é, filha, você fez as pessoas cruzarem o céu, romperem barreiras e colocarem os pés na estrada, tudo para ter a satisfação de te ver pela primeira vez.

Filha, o papai sabe que você ainda não sabe ler, mas espera que um dia você leia esse texto e entenda que TUDO que a mamãe e ele fazem é pensando no seu bem, no que é melhor para você.

Seremos sempre os seus melhores amigos e estaremos sempre ao seu lado, mesmo que a distância atrapalhe ou que os acasos da vida nos leve à desencontros, você sempre será a “Mary, bebê gigante” da mamãe e a “Mavi, pequena princesa guerreira” do papai, não importa quanto tempo passe, quantos anos você tenha ou quanto meça de altura.

Sei que às vezes vai parecer que somos chatos (e se for preciso seremos mesmo), às vezes teremos que te dar umas palmadas e chamar sua atenção, assim como deixar de castigo, mas, filha, nada disso é porque a gente gosta, faremos isso para que você cresça uma mulher de boa índole, uma pessoa de bem, ou seja, sempre pensando no melhor para você.

Não importa aonde o papai e a mamãe estejam, nós sempre estaremos olhando, orando, zelando, protegendo e amando você, porque você é o raio de luz e esperança que Deus nos enviou aqui na Terra.

Nós, assim como toda a família de ambos os lados e amigos, nos orgulhamos muito de você, te amamos demais e sempre vamos nos emocionar ao ver as fotos de quando você ainda era um neném, ou ouvir seus batimentos cardíacos e ao assistir os vídeos que você aparece toda charmosa e com mais desenvoltura que qualquer ator ou apresentador.

Filha, fique com Deus e lembre-se que Ele pode tudo, Ele é fonte de vida, de força e de luz. Se algum dia você não souber como agir, ou estiver com algum problema, fale com Deus e Ele lhe mostrará o caminho. Mas não se esqueça, papai do céu não é uma revista da Jequiti, não recorra à Ele apenas para pedir, agradeça sempre, por tudo de bom que Ele te proporciona e principalmente por interceder por nós.

Caio Dutra Fonseca Lontra (papai orgulhoso)

quinta-feira, 28 de março de 2019

Não desista dos seus sonhos. Não desperdice o seu dom.


Prezados amigos leitores,

Boa noite!

O dia hoje aqui em Porciúncula ficou lindo! Apesar do calor, o clima estava até agradável.

No texto de hoje, como já puderam perceber pelo título, irei abordar um tema que diversas vezes é considerado bobo e de pouca relevância, mas que se não dermos a importância a qual ele merece, podemos ter problemas seríssimos, inclusive de saúde.

Muitas vezes desanimamos, fracos e cansados, a vontade de desistir e jogar tudo para o alto toma conta e é aí que nós fazemos tudo errado. A gente se entrega e deixa qualquer coisa nos abater.

É fácil agirmos de outra forma, de lutarmos e seguirmos em frente, confiantes e com alguma perspectiva? Não muito, mas é gratificante DEMAIS quando superamos obstáculos (às vezes até inexistentes ou criados por nós mesmos). É muito bom quando as coisas acontecem como planejamos e queremos, mas quando temos que lutar de diversas maneiras para torná-las possíveis é ainda melhor.

Falar não é fácil e muito menos o correto a ser feito, pois causa ilusão, ansiedade e até depressão.

Agir também não é fácil, mas por enquanto é a única forma de tornarmos possível o que ninguém conseguiu ainda, de realizarmos nossos sonhos (por mais descabidos que sejam) e obter as melhores conquistas.

Nós somos energia, tudo ao nosso redor é energia e tudo aquilo que nós pensamos, mesmo quando não queremos que aconteçam, é atraído por nós, pelo nosso inconsciente. Então sejamos positivos e tudo vai melhorar, tudo vai dar certo. Já deu certo!

Não desistamos dos nossos sonhos, tenhamos fé! Fé em nós mesmos, fé na humanidade, fé em Deus. As coisas não ocorrem quando queremos, mas ocorrem. Há um tempo difícil de entendermos que é o tempo de Deus, até aqueles que não têm religião ou não acreditam na existência do Pai vão concordar, pois a frase que mais ouvimos se pararmos para analisar é “se Deus quiser”. Lembrem-se, amigos, a vontade de Deus jamais irá nos levar aonde a Sua graça não nos protegerá.

Às vezes nos pegamos sonhando com coisas que estão mais próximas de alcançarmos do que podemos imaginar. Só não realizamos esses sonhos por pura insegurança, comodidade e medo. Quantos escritores desperdiçaram o dom da escrita por não persistirem e abandonaram o sonho de publicar um livro na primeira dificuldade? Quantos cantores emudeceram, antes mesmo de subirem ao palco uma única vez, por medo de errar a letra da música? Quantos médicos deixaram de salvar vidas porque não acharam que teriam condições de cursar medicina?

Enfim, quantas vezes desistimos dos nossos sonhos e desperdiçamos nosso dom por não sabermos esperar o tempo certo de sermos reconhecidos? O tempo de Deus? Quando a felicidade, o sucesso e o reconhecimento batem à nossa porta devemos estar atentos para deixá-los entrar, pois a próxima batida pode demorar muito tempo.

Caio Dutra Fonseca Lontra

sexta-feira, 22 de março de 2019

“Cha-la head-cha-la! Não importa o que aconteça tudo vai ficar melhor.“


Prezados amigos leitores,

Bom dia!

O dia hoje vai ser corrido demais, sendo assim, virei a noite escrevendo com o intuito de não ficar em falta com nosso compromisso. O jogo do Botafogo ajudou a me manter acordado, confesso, mas acabou cedo e perante tantas ideias para escrever, nem a vitória de 4x1 do Glorioso conseguiu me levar à saideira, garantindo o texto de hoje.

Vou deixar um pouco a vida pessoal de lado e falar mais sobre o assunto ao qual me dispus a opinar. Não! Eu não estou me fechando e não estou fugindo de falar sobre mim ou algo do gênero, mas como puderam notar; NOSSO BLOG sofreu alterações no layout e agora há um caminho direto para que possamos nos conectar, irado, né?

Pois bem, não é de hoje que somos informados sobre as más influencias causadas por filmes, seriados, quadrinhos, jogos e etc. Quantas e quantas vezes ouvimos falar, lemos ou assistimos no noticiário sobre as atrocidades supostamente causadas por induções desses “vilões“, não é mesmo?

No entanto, as mesmas pessoas que insistem em afirmar que crimes como a terrível fatalidade ocorrida em Suzano foram causados devido à essas influências negativas, não pensam da mesma forma quando indagamos as catástrofes de Mariana e Brumadinho, por exemplo.

Se os governantes dessas cidades tivessem assistido aos filmes Terremoto, Mar em Fúria ou Twister, esses “acidentes“ poderiam ter sido evitados? Acredito que não, caso contrário, seria possível conseguir um bom emprego baseado nos “vastos aprendizados“ obtidos no The Sims? Particularmente não conheço ninguém que tenha aprendido a dirigir com Dominic Toretto, que tenha virado mafioso por admirar Don Corleone ou encanador por jogar Super Mario World.

Alguns filmes, seriados e jogos realmente devem ter suas classificações etárias respeitadas, mas isso não significa que quando reproduzidos fora do tempo indicado transformem crianças em “orks“ ou adolescentes em caçadores de zumbis.

Na maioria das vezes é mais fácil encontrar um bode expiatório do que assumir a responsabilidade pelos nossos atos e/ou falhas. Por que eu digo isso? Simples, cresci jogando War e não me tornei terrorista. Jogando International Superstar Soccer Deluxe e atualmente quase não jogo futebol (acredito que uma vez ao ano e olhe lá!). Assisti aos filmes Brinquedo Assassino 3, Jumanji e Jurassic Park ainda criança e não saí por aí matando ninguém (embora tivesse medo do boneco que eu tinha do Fofão), não fui puxado para dentro de nenhum jogo de tabuleiro e juro que nunca sequer vi um dinossauro na minha vida; apesar de ter mencionado com minha namorada fim de semana passado o quanto seria incrível se eles ainda existissem.

Uma criação com respeito, fé e amor jamais será superada por meios de distração, interação e obtenção de conhecimento; sejam elas consideradas violentas ou não.

A verdade tem que ser dita doa a quem doer, quantos pais são mais violentos que qualquer Free Fire da vida? Quantas mães superam a rainha má da Branca de Neve? Quantos tios são zilhões de vezes mais perversos que o Scar?

Mas não, os filmes são maus exemplos. Os seriados têm cenas muito pesadas. Os jogos são muito violentos. CHEGA! Quanta hipocrisia, meu Deus! Se uma criança não tem idade suficiente pra diferenciar o que é certo do que é errado, o que ela está fazendo jogando Pokémon Go no celular, quem entregou esse celular à ela? Pais que pensam que os filhos não estão prontos para se distrair com um jogo no celular devem parar pra pensar se realmente os filhos têm idade para usar celular. Se eles não têm maturidade pra assistir Tropa de Elite e entender quem é o mocinho e quem é o bandido do filme, por que cargas d'água foram apresentados ao Capitão Nascimento?

Gente, sejamos honestos se o mundo está do jeito que está a culpa não é dos filmes, dos seriados, dos jogos, dos quadrinhos, do efeito estufa, da natureza e muito menos da chata da Bettina, mas da falta de amor, de respeito, de educação, de empatia e de fé, principalmente fé em Deus e fé em nós mesmos.

Game over,

Caio Dutra Fonseca Lontra (Cadu)

terça-feira, 19 de março de 2019

A arte de ser Nayara Sgalbieri


Uma mulher que não é atriz, mas é protagonista dos meus sonhos.

Uma mulher que não é música, mas que me encantou com a suavidade de sua voz.

Uma mulher que não é dançarina, mas que samba com tanta beleza.

Uma mulher que não é pintora, mas tem como sorriso uma obra de arte.

Uma mulher que não é escultora, mas que tem o coração lapidado e moldado como a mais bela escultura.

Uma mulher que não é escritora, mas que me faz viver a mais linda história de amor.

Uma mulher que não é artista, mas que me ensinou a arte de ser conquistado.

Caio Dutra Fonseca Lontra (Cadu)

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Prezados amigos leitores,

Boa tarde!

Em busca por fotos nostálgicas de Copas passadas, encontrei o texto abaixo e gostaria de compartilha-ló com vocês:

Sinceramente não entendo as pessoas.

Cada dia que passa, sei menos sobre o ser humano. As pessoas vivem reclamando da vida, mesmo quando está tudo a seu favor.

Pessoas que dizem querer sempre mais e mais, mesmo quando já têm quase tudo. Não acredito que seja realmente necessário ter tudo, apenas o básico.

Pessoas que passam um bom tempo procurando por um grande amor, por exemplo, será que esse amor não está o tempo todo ao seu lado? E quando encontram essa pessoa, será que dão o devido valor a ela?

Existem pessoas também que não tem coragem de viver a realidade, sendo assim, passam maior parte de suas vidas mentindo, fazendo assim, com que suas vidas se tornem uma grande mentira, como um conto de fadas.

Não é pecado, nem proibido sonhar, pelo contrário, por termos tantos sonhos que temos uma vida mais interessante, quem não sonha não vive, desde que esses sonhos não nos façam mal ou sejam um absurdo.

O problema maior é quando essas mentiras começam a influenciar na vida de outras pessoas, fazendo com que mais cedo ou mais tarde, as mesmas sofram.

Se passamos tanto tempo procurando um amor, para que maltrata-lo depois cultivando-o apenas com mentiras, falsas esperanças e omissões?

Pior de tudo é quando as pessoas acordam e  veem que o “mundo lá fora” não é nada daquilo que lhes disseram, não é um conto de fadas, muito menos como sonhamos que fosse. É um mundo cruel e sem piedade, um mundo frio que não se importa se você tem alguém esperando por você, se você deixou alguma coisa para o dia seguinte ou coisa parecida, por isso, não deixem nada para depois, façam tudo aquilo que sentirem vontade ou pode ser tarde demais.

Há certos casos de pessoas que ao se depararem com essa realidade, se escondem, se trancam no quarto como uma criancinha com medo dos trovões, procurando assim, fugir de seus problemas e suas responsabilidades. Mal sabem essas pessoas o quanto isso é inútil, pois aonde quer que a gente vá, não importa a distância que andemos ou o quanto nos escondemos, sempre levaremos nossos problemas e responsabilidades conosco, nessa situação, somos nosso pior inimigo.

Temos que aprender a viver com nossos semelhantes, respeitando-os, amando-os e aceitando nossas diferenças, já passou da hora de acabarmos com toda essa indiferença em que vivemos e toda essa corrupção que há, mas para podermos ajudar o mundo, temos que entende-lo e a maneira mais fácil de entender o mundo é entendo o comportamento humano, uma das coisas mais difíceis de serem entendidas.

Ainda há muito para aprendermos, podemos começar entendendo a nós mesmos e tornando ao menos suportável nossa convivência com nossos inimigos.

Caio Dutra Fonseca Lontra - 04/12/2007